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Ações Campanha Faça Bonito

Publicado em 18/05/2020 às 16:52 - Atualizado em 18/05/2020 às 16:53

Mesmo diante da pandemia do COVID-19, o Centro de Referência de Assistência Social- CRAS juntamente com o Conselho Tutelar não poderia deixar de divulgar essa data tão importante (18 de maio), sendo o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Estrategicamente, em meio a pandemia, as equipes do CRAS e o Conselho Tutelar decidiram fazer uma campanha sem aglomerações, no intuito de mobilizar e intensificar a proteção e a garantia de direitos. As equipes distribuíram panfletos que instruem como proceder mediante os casos de violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, informando sobre os canais de denúncias, através da entrega dos informativos dentro das repartições da prefeitura e no comércio da cidade.

Longe dos olhos dos defensores (aqueles que os têm!), frágeis, inocentes, indefesos e dependentes, as crianças e adolescentes fazem parte de um dos grupos que sofrem ainda mais com a “violência doméstica” diante da quarentena e do isolamento social impostos pela pandemia do novo Coronavírus. Mulheres e idosos também enfrentam o mesmo desafio. É preciso estar sensível a todos; no entanto, os menores em formação são acometidos de maneira cruel, além do sofrimento e da dor. Eles têm a autoestima abalada e o desenvolvimento afetado diante da impunidade e da exposição a agressões prolongadas, praticadas injustamente por seus responsáveis e/ou cuidadores. Em meio a esse isolamento social tão necessário, onde as famílias permanecem por mais tempo juntas em suas casas, as questões sociais poderão ser intensificadas, pois, tal processo poderá mascarar variadas situações de violência intrafamiliar, que, por muitas vezes, ficarão ocultas pela ausência de contato com outras pessoas, dificultando a denúncia. Neste momento a campanha é de apelo e de cuidado para garantir os direitos da criança e do adolescente.

É muito difícil que as crianças, sozinhas, se protejam da violência adulta: De modo geral, não conseguem e por algumas vezes, sentem-se culpadas pela violência que sofrem. A violência infradoméstica vem do adulto que, em tese, deveria protegê-la, então a criança pensa dessa forma: ‘Se ele faz isso comigo, é porque devo ter feito alguma coisa errada'. A depender da situação, crianças maiores, sobremaneira adolescentes, podem denunciar seus agressores para um adulto que demonstre cuidado verdadeiro para com eles. Nesses casos, é importante que os orientem para que peçam ajuda a alguém mais próximo e de confiança (avós, tios, vizinhos).

A ausência da rotina escolar é um dos elementos que contribuem para o aumento no índice de violência. Se um professor sabe que há histórico de violência, pode agir em âmbito institucional, comunicando o fato à direção da escola, à Secretaria de Educação, deixando evidente para as famílias que a escola continuará cumprindo suas funções sociais. É relevante que as escolas, públicas ou privadas, não se distanciem das crianças e dos adolescentes durante o isolamento social. Professores, orientados pelas instituições, podem ligar, mandar mensagens, falar com os responsáveis, demonstrar que estão atentos. Se for necessário, pedir a intervenção dos órgãos competentes.

Toda violência sistemática contra crianças e adolescentes causará traumas e as consequências psicológicas serão vistas pós-pandemia.

É possível que tenham adoecimento emocional, desenvolvendo comportamentos autodestrutivos ou mesmo transtornos psicopatológicos. O 'medo patológico' e todas as suas consequências devem ser demonstrados durante a pandemia. Experiências violentas na vida de crianças e adolescentes causam sérios problemas tanto em nível físico quanto mental. Se não agirmos de modo efetivo, certamente, pós-pandemia, teremos quadros sociais, no que tange ao adoecimento emocional e mental, ainda mais assustadores do que aqueles que já vinha ocorrendo.

No entanto, a escola, a família e cada um de nós temos o papel na sociedade no que se refere ao combate ao abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Se você tem alguma suspeita ou conhecimento de alguma criança ou adolescente que esteja sofrendo violência, DENUNCIE! Você pode usar o disque 100.


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